PARA REFLETIR

January 25, 2018

 

Esta curta-metragem não é nova. Tem quase uma década. Já foi vista e revista, comentada, analisada, e mesmo usada para crónicas e análises públicas vezes sem conta por todo o lado.

 

Não é nova mas é sempre atual. Sempre, cada vez que a revejo ou me lembro dela. Parece que foi feita há 15 dias ou há 15 minutos. E não em 2010. Vi-a pela primeira vez há alguns anos.

 

Lembrei-me de a partilhar pois espelha bem as coisas que muitas vezes me fazem ficar irritada, revoltada, furiosa… mas igualmente impotente. A injustiça. A desigualdade. O constante destratar de uma mulher porque sim; só porque sempre foi assim. E nas mais ditas normais, rotineiras e aceitáveis atitudes.

 

Não acredito que somos todos iguais. De um modo geral, concordo que os homens têm mais jeito ou apetência para umas coisas e as mulheres para outras. Isso é outra história, não há volta a dar e daí não vem mal ao mundo. Mas isso torna-nos de facto uns mais do que outros? Uns melhores do que outros? Superiores? Mais importantes? NÃO. Então porque somos encarados de maneiras tão diferentes?

 

Eu não sei mudar um pneu, nem tenho força para transportar móveis do quarto andar abaixo, não tenho jeito para o futebol, nem sou um ás a jogar playstation. Eu não tenho interesse em passar tardes a ver provas de ciclismo. E então? Também não sou boa cozinheira. E não sei coser, um botão que seja, em condições. Não sou fada do lar. Não sei de cor os programas da máquina de lavar a roupa nem quanto custa uma alface. Prefiro mil vezes ir ao cinema do que ficar em casa a lavar cortinados.

 

Há homens que adoram ver telenovelas, há mulheres que praticam boxe, há homens que detestam futebol, há mulheres que são camionistas. E o que é que estas apetências, capacidades, interesses pessoais e limitações dizem de cada um de nós? Que somos todos iguais. Não dizem que uns valem mais que os outros, que merecem mais que os outros, ou que devem mandar nos outros.

 

Mas…. cabe na cabeça de alguém que a mulher se vá deitar e o homem fique na sala a arrumar o que ela deixou para trás? Loiça suja, revistas abertas, meias espalhadas no sofá?

É esperado que o homem saiba as datas dos testes dos filhos, quanto pesa cada um, qual é a conta do gás e já agora, quanto custa a tal alface?

 

Mesmo com toda a muita modernidade, emancipação, reivindicação e blá, blá, blá, homem é homem, mulher resigna-se. Eu resigno-me. E tenho vergonha disso. A culpa é de todos (ou à moda do PS, de todas e de todos…). Mas pergunto aos homens: “E se fosse consigo?”

 

Vale a pena ver, e refletir, vá lá!

 

 

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