2018 AO VIRAR DA ESQUINA

December 28, 2017

Está na altura de balanços. De chegar à conclusão que os objetivos de 2017 estão todos por concretizar e que em 3 dias já não vou lá… De riscar tudo, assumir que na verdade nada daquilo fazia sentido e que em 2018 é que vai ser! Como se faz ano após ano…Afinal, a crise não me deixou poupar, esteve sempre mau tempo para ir correr, o trabalho foi tanto que não deu para ir ao cinema e por aí em diante…

 

Para me obrigar a que desta vez seja diferente, vou escrever publicamente aquilo que quero alcançar, para que o risco do falhanço me faça ter vergonha na cara. E que, de cada vez que dê um passo em falso, possa imprimir este texto e esfrega-lo nesta mesma cara!

 

 

OBJETIVOS PARA 2018

 

Ir ao ginásio mais que uma vez por mês – por muito difícil que seja, pois como se sabe é preciso um esforço sobre-humano para ignorar o frio, o calor, a cabeça-em-água, a falta de tempo, o período, o horário ridículo das aulas de grupo, os balneários cheios, o estacionamento à pinha, as dores nas costas, a chuva, o filme que vai dar, a depilação por fazer, o trânsito e as outras mil coisas que me impedem de ir, apesar da minha extrema vontade de o fazer!

 

 

Dormir 8 horas por dia – e não as 4…5… vá, as  6 do costume. É lamentável que com tanta coisa para fazer, um dia só tenha 24 horas. Eu precisaria no mínimo de umas 30 para dar vazão a todas as ideias e planos que me invadem a cabeça constantemente, por em prática tudo o que tenho nas minhas listas de afazeres sem fim e para ainda conseguir por creme no corpo de manhã e à noite como fazem todas as mulheres modelo dos anúncios. Honestamente, admiro essas mulheres, que conseguem ter tempo para por vaselina nos cotovelos e nas pálpebras, desmaquilhante antes de deitar, óleo Johnson depois do banho, creme gordo nos pés, creme antirrugas nos olhos, anti celulite nas pernas e ainda conseguir dormir 8 horas por dia! Se calhar é porque em compensação não perdem tempo com as refeições…

 

 

Ler um livro de vez em quando – um por mês já não seria mau. Sempre dá 12 ao fim do ano. O problema é na verdade arranjar um livro de jeito, que não seja a) uma compilação de crónicas que saíram semanalmente numa revista; b) uma compilação de posts do facebook que não têm ponta por onde pegar, c) um livro escrito por um(a) apresentador(a) de TV, que escreve romances à noite e depois faz um cocktail chiquérrimo de apresentação, cujas fotos saem nas revistas do social. Os temas são do mais variado, pois sabem escrever sobre qualquer coisa, que é irrelevante. Mas não me convencem.

Depois há ainda os livros de receitas (TODA A GENTE escreve um livro de receitas) e os de dietas, que surgem agora no rescaldo das festas.. Nenhum dos dois tipos é para mim, portanto, terei que escolher bem.

 

 

Ainda para o ano novo, quero deixar aqui também os meus desejos. Mais do que objetivos que dependem de mim, são sonhos que gostaria imenso de ver realizados. Como até não sou uma pessoa muito exigente, são só dois para 2018:

 

 

A invenção de um modelo Premium da Bimby – Há anos que sonho com isto mas não há maneira de chegar. Esta Bimby não engana as pessoas como as versões anteriores. Esta Bimby cozinha de facto sozinha, e não é preciso estar a pesar e a marcar o tempo, a temperatura e tudo o mais. É só deitar tudo lá para dentro a olho e ao molho, e ela encarrega-se de deitar para fora o que está a mais. E depois é só carregar no botão do bacalhau espiritual, ou do sorvete ou do bechamel e virar costas, que ela faz. É que as atuais são falíveis. Muito falíveis. Ou então as coisas não vêm bem explicadas. A verdade é que nem a Bimby me salva…

 

 

A exterminação do então, do realmente e do dizer que – se eu mandasse na comunicação social era já. O então é uma praga que anda por aí cada vez mais agressiva. Agora quase não há frase sem então. Se calhar também faz parte do mais recente acordo ortográfico: por cada letrinha abolida acrescente-se um então. Ainda no outro dia uma apresentadora começou um programa com um embaraçoso “sejam então bem vindos”, que me deixou incrédula. Ou é imposto ou aquela  coitada já foi claramente contaminada, como tantos outros.

O realmente já está um bocado em desuso. Saiu um pouco de moda, mas ainda aparece de vez em quando. Realmente não se percebe porquê.

Agora o dizer que é demais. Repare-se quantas vezes, por exemplo na passagem de tema nos noticiários, se começa com um dizer que… hoje é o dia das mentiras, ou dizer que hoje muda a hora, etc… E dizer-lhes que isto é abominável, ninguém? Assim como os GNR declaravam morte ao sol e hoje se declara morte ao glúten, eu declaro morte ao então, ao realmente e ao dizer que.

 

Pois bem, assim de repente, e mesmo depois de pensar um bocado, é isto. Entre objetivos e sonhos, deixo a Paz, o Amor e a Harmonia deliberadamente de fora, já que esses, acredito eu, não precisamos de pedir por eles. Só temos que os por em prática. E a SAÚDE, esse bem mais que precioso, é demasiado importante para constar numa insignificante lista de um blog.

 

Feliz Ano Novo!!!!!

 

 

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