MAIS SOBRE MIM

October 24, 2017

 

Hoje decidi escrever sobre mim. Descrever-me. Não fisicamente, que isso seria maçador e inútil para as pessoas me reconhecerem, de tão vulgar que o meu aspeto é (mais para o gordo e para o baixo, pronto!)

 

Vou antes enumerar algumas ocasiões que se passaram comigo, e que realmente me caracterizam como pessoa:

 

Eu sou aquela que uma vez saiu do WC do restaurante com uma cauda imensa de papel higiénico entalado nas calças.

Andei assim para aí meia hora, até que uma alma caridosa me avisou que me tinha esquecido de deitar fora “o forro”…. Pelo menos era perspicaz e percebeu que sou uma pessoa asseada!

 

Eu sou aquela que uma vez deixou de tomar banho porque não se entendeu com o chuveiro super-hiper sofisticado do hotel e teve vergonha de perguntar. Ao ponto de pensar que era para os apanhados, não arranjei maneira de dar com aquilo.

 

Eu sou aquela que certo dia enviou por engano a digitalização do relatório de mamografia com imagem e de citologia ao chefe…. Em vez de enviar para a ginecologista. E que depois teve que enviar um e-mail a pedir para o senhor apagar sem abrir (e sem rir?). Mas acho que abriu, e riu….

 

Eu sou aquela que já passou um jantar inteiro (!) no WC do restaurante (outra vez??), grávida até ao pescoço, a desfazer-se em cólicas (para não ser mais específica), enquanto as pobres amigas se revezavam uma a uma para me dar consolo do lado de fora aos gritos, enquanto as outras iam jantando.

 

Eu sou aquela que ao pequeno-almoço num hotel foi perguntar ao comandante de um avião se lhe podia trazer um chá, ao que ele respondeu que não trabalhava ali (quem o mandou estar de branco como os outros?)

 

E também fui eu a quem já ofereceram o lugar de grávida no comboio várias vezes e que sempre agradeci e aproveitei (mesmo que a criança há anos que aqui ande e nunca vá nascer)

 

E também fui eu que perguntei no supermercado se tinham chá de farinha, pois precisava para uma receita, tendo mais tarde percebido que a receita pedia mesmo era uma (dahhhh) colher de chá de farinha….

 

E fui eu que me pus a brincar com os sapatos debaixo da mesa numa reunião de trabalho, tendo atirado um deles para a outra ponta da mesa e saído no final discretamente (??) descalça para não dar mau aspeto (ou ainda mais).

 

E que, da única vez na vida em que tentou andar de acelera, foi para a partir toda de imediato contra um muro que se encontrava tão sossegadinho a 5 m de distância. Foi só um mês de trabalho para pagar o arranjo ao desgraçado do dono.

 

 

Ora portanto, sou uma pessoa normalíssima e igual às outras. E sei andar de bicicleta!

 

 

 

 

 

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