UMA DICA IMPERDÍVEL

September 10, 2017

 

Aqui vai uma boa, se não mesmo excelente, dica para uma tarde bem passada. É de aproveitar, pois uma dica assim não aparece todos os dias. E eu sinceramente acho que um blog também serve para estas coisas.

 

Lembrei-me agora, acho, por três razões:

1. Estamos a chegar ao meio do mês.

2. É altura do regresso às aulas.

3.O tempo começa a mudar e já não apetece tanto estar ao ar livre…

 

Pois bem, para uma tarde (e quem diz tarde, diz manhã, ou mesmo um dia inteiro!) muitíssimo bem passada, sem gastos, com animação, escolha múltipla e até surpresas, o meu conselho de amiga é simplesmente ir até um posto dos CTT. Fácil, não?

Sem dúvida um dos sítios mais agradáveis para se estar hoje em dia.

 

Então vejamos: o primeiro passo é, sugiro eu, tirar a senha “A” – Atendimento geral. Assim ganhamos mais tempo, que é como quem diz, verdadeiramente garantir um razoável tempo de permanência. É mesmo essa a intenção, ou seja, é como tirar um bilhete para assistir a um espetáculo ou viver uma experiência, ou apenas desfrutar, e tudo isto a custo zero! É verdade, não é preciso gastar um tostão, e se se gastar a culpa é exclusivamente nossa.

 

Vamos aos detalhes. Depois de entrarmos, temos mesmo de ser perspicazes e tirar a senha. Não vale só entrar, senão somos como que uns “penetras” e há que fazer as coisas com rigor e obter o direito a estar ali. Depois espera-se (normalmente em pé, que o espaço para cadeiras é geralmente um pouco escasso, salvo exceções…) e é aí que começa verdadeiramente o programa, que aconselho mesmo para toda a família, de tão espetacular que é!

 

O problema é mesmo tomar decisões sobre o que fazer, com tamanha oferta:

 

  • Ler um bom livro (folhear é rápido e nós temos imenso tempo até chegar o nosso número). Realço que também há maus livros, para quem não está com vontade de pensar muito, e a ideia é ter de tudo um pouco; vê-se que houve cuidado para agradar a toda a clientela, seja qual for a crença, idade, interesses, etc. Só não recomento os muitos livros de gastronomia, pois é capaz de dar a fome e o serviço ainda peca por falta de máquinas com chocolates e afins (se calhar ainda não encontraram umas que vendam apenas produtos sem glúten e não arriscam perder dinheiro).

     

  • Apreciar e comprar artesanato nacional (uma boa hipótese para despachar as prendas do Natal, com saldos e tudo) e mesmo ajudar os outros comprando alguma coisa da UNICEF. Alguns artigos estão fechados numas vitrines pois nunca se sabe por onde anda a gatunagem, está certo.

     

  • Comprar CDs para ouvir noutra ocasião. Aí há uma falha, de facto, e eu já pus na caixinha de sugestões terem lá uns auriculares como na FNAC, que sempre melhoravam o serviço ao cliente. Ainda no outro dia estive mesmo para comprar o “best of” do José Cid que estava em destaque, mas como não conheço as músicas todas tive receio…

     

  • Fazer a inscrição como sócio do Benfica (noto aqui um certo elitismo, mas enfim…)

  • Tirar fotocópias e mesmo enviar um fax, que por acaso não sabia que ainda existia. Com isto conseguem o efeito “uau, que máximo!", sem dúvida. Mas há que ter cuidado no modo como se pede ao funcionário se ele/a pode enviar um fax. Deve-se usar um tom sério, para se ser levado à letra; calculo que seja um serviço pouco solicitado hoje em dia.

     

  • Comprar cartões telefónicos e pacotes disto e daquilo, da UZO ou lá que é isso (como sou um pouco pitosga não consigo ver atrás do balcão e tenho vergonha de perguntar, até porque depois a explicação já deve tornar o programa um bocado pesado).

  • Conhecer a agenda cultural nacional e inclusivamente comprar bilhetes para outros eventos que não este excecional que estamos a viver. Ou não fossem eles “a maior bilheteira nacional”. É pena o ecrã onde isto vai passando não ter som, mas eu compreendo, é para não nos baralhar mais as ideias.

  • Comprar lotaria (imagine-se só que para além de tantas coisas ainda se pode vir a ser rico!) Lembraram-se mesmo de quase tudo, impecável!)

  • Ouvir as 237 conversas ao telemóvel dos outros convivas com senha. É que há sempre qualquer coisa que se aprende…

  • Investir em certificados, produtos estruturados, e outras coisas que tais. E se por acaso tivermos o azar de sermos chamados mais rápido do que esperávamos, é só perguntar como andam as taxas, a conjuntura e coiso e tal, que ainda se estica mais um bom bocado.

     

  • Ficar a saber quanto é que o Sr. Joaquim quer pedir ao Banco, porque é que lá foi abrir conta, onde mora, que idade tem e quanto ganha por mês. Só não ficamos a saber quanto calça e a que horas se costuma deitar porque os gestores do Banco CTT ainda não devem ter frequentado o último módulo da formação comercial. Não sei como cumprem os objetivos só a falar de artroses e de como a vida está cara….O que vale é que o Banco poupou mesmo em paredes e portas, e deve ser assim que se safa!

 

Mas o melhor de tudo é mesmo o atendimento: funcionários calmos (identifico claramente horas e horas de formação de “viver o agora” ou “minfullness”, se quiserem). Atenciosos, sem stress, empenhados em fazer tudo para nos sentirmos bem e a experiência durar bastante. O esmero é tanto que por vezes até se põem a falar de um posto para o outro sobre o tempo ou o que vão fazer para o jantar. Tudo só para nos agradarem e nos deixarem ler mais um capítulo do último sucesso do José Rodrigues dos Santos.

 

Há delicadeza e valor acrescentado que nos enche a alma. Imagine-se que no outro dia tive a ousadia de perguntar se me vendiam um simples envelope, e, em vez de ficar ofendida ou me levantar a voz, a senhora que me atendeu respondeu tão-somente com um sorriso nos lábios: “Ah, isso não! Mas sei onde pode comprar: ali na papelaria”. Não sei onde é que eu tinha a cabeça, realmente!!

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